quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

1º Domingo da Quaresma - Ano B

1º Domingo da Quaresma
Quaresma: A Tentação do Senhor Jesus
Marcos 1.12-15

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No primeiro Domingo da Quaresma o Evangelho trata da tentação sofrida pelo Senhor Jesus. Marcos é breve. Lucas e Mateus trazem mais pormenores da tentação. Apesar de ser breve, o Evangelho de Marcos é rico em significados. Vamos hoje aprender algumas lições para a nossa Quaresma:

I. Quem levou Jesus ao deserto foi o Espírito de Deus.
Mc 1.12 diz:  “E logo o Espírito o impeliu para o deserto”.
O próprio Espírito de Deus permite e conduz o Senhor Jesus ao deserto.
Na Bíblia o deserto é lugar comum para o homem santo. Moisés vai ao deserto. Elias caminha ao deserto (I Reis 19.4).
Deserto fala de encontro com Deus, mas fala também de encontro com os nossos limites. É baseado em nossos limites e concupiscências (desejos) que somos tentados. Muitas vezes Deus permite a tentação com um propósito que não entendemos.
Tiago diz que o Senhor não tenta ninguém. Somos tentados pelos nossos próprios desejos carnais. Nossa natureza carnal é adubo para as tentações do diabo (Tg 1.12-15).

II. Jesus permanece quarenta dias no Deserto.
Mc 1.13 diz:   “...onde permaneceu quarenta dias...”
A tentação de Jesus tem um limite. Tem um início e tem um fim.
O deserto do Senhor Jesus durou uma quaresma. Assim também Moisés ficou no monte do Senhor uma quaresma. Elias caminhou uma Quaresma até ter um encontro com Deus (I Reis 19.8). O povo de Israel caminhou quarenta anos no deserto. Jonas pregou que em quarenta dias Deus iria destruir Nínive (Jonas 3.1-10).
O número quarenta simboliza tempo de tentação, provação, sofrimento, arrependimento e preparação. Muitas vezes Deus permite quaresmas em nossa vida para o nosso próprio crescimento. O importante é saber que toda luta tem um fim. A palavra final não é a luta nem o sofrimento. A Palavra final é Jesus Cristo, todo-poderoso, o dono da nossa história.

III. Foram Quarenta dias sendo tentado por satanás.
Mc 1.13 diz:   “...onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás...”
Os Evangelistas Mateus e Lucas descrevem os detalhes da tentação (Mt 4.1-11; Lc 4.1-13):
·         Transformar pedra em Pão (Quebrar o santo jejum);
·         Se jogar para ser sustentado por anjos (tentar Deus)
·         E adorar Satanás em troca do reino do mundo (Trocar Deus pelas coisas materiais, poder e glórias terrenas).
Se Satanás teve a ousadia de tentar o próprio Senhor Jesus, também irá, constantemente nos tentar. O objetivo do diabo é nos tirar do projeto de Deus.
Mateus e Lucas relatam que a resposta de Jesus sempre foi: “Está Escrito...” Diante de qualquer luta, provação ou tentação, devemos citar as promessas da Bíblia e ter a Palavra de Deus como nossa poderosa espada (Ef 6.17).

IV. O Senhor só tinha a companhia das feras.
Marcos diz que ele estava com as feras (1.13). As feras referem-se aos animais que viviam no deserto da Judéia. Infelizmente, em momentos de desertos, alguns amigos desaparecem.
Existem desertos que somente as feras estão ao redor. Isso fala de total isolamento do Senhor no deserto. Ali não estava sua mãe, nem seus amigos. Ele estava sozinho cercado por feras e sendo tentado por Satanás. Nós também podemos passar por esses momentos. Mas precisamos permanecer firmes na fé (Ap 2.10).
  
V. Jesus foi servido por anjos.
Marcos 1.13 diz: “ mas os anjos o serviam”.
O Senhor Jesus teve a assistência dos anjos de Deus. No momento mais difícil de sua vida, os anjos sempre estiveram presentes.
O cristão também tem a assistência dos anjos de Deus diariamente (Sl 34.7). Pela graça do Senhor Jesus, nunca estamos sós. Deus envia seus anjos para trazer o conforto, o livramento e a direção. Graças a Deus, o ministério dos anjos é uma verdade na vida do cristão.

Conclusão:
Após a tentação, o Senhor Jesus fica sabendo que João Batista estava preso e decide ir para a Galiléia. (Mc 1.14). Na Galiléia o Senhor prega o Evangelho de Deus dizendo: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15).
Esta é a mensagem da Quaresma: Arrependimento e fé no Evangelho.

Quaresma é tempo de jejum, arrependimento e conversão. É tempo de reafirmar nossa total fé no Senhor Jesus. Quem crê não foge.

6º Domingo Comum - Ano B

6º Domingo Comum
A Lepra Espiritual
Marcos 1.40-45


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As Sagradas Escrituras de hoje nos falam sobre a lepra espiritual. O pecado é uma doença incurável assim como era a lepra no período bíblico. Mas a Graça do Senhor nos alcançou e hoje somos livres para fazer diferença no mundo de tantas contradições, injustiças e pecados.

I. A Lepra - Levíticos 13.1,2,44-46
            Levíticos diz que o homem com lepra deveria ser levado ao sacerdote e considerado imundo. Suas vestes eram rasgadas e o próprio leproso deveria cobrir o bigode e clamar: imundo! Imundo! Como imundo habitaria só e fora do arraial.
            Não era uma prática que visava a exclusão, mas a proteção da própria população. A lepra era incurável.
            Hoje o mundo está doente pela lepra espiritual do pecado. A iniquidade torna o homem imundo, solitário e excluído da presença do arraial de Deus. Todo resultado do pecado é a morte (Romanos 6.23).
           
II. A Lepra do Espírito - Salmo 32.1-2,5,11.
A iniquidade é a lepra do espírito. O Salmista diz que aquele que tem os pecados perdoados é bem-aventurado. O maior milagre é o perdão completo que Cristo nos dá.
Mas só existe um caminho para a purificação dos pecados: a confissão (5). Enquanto o ser humano não for capaz de aceitar sua condição de pecador e confessar suas mazelas a Deus, nunca será curado da lepra espiritual.
 Quando o homem recebe o perdão dos pecados sua vida se enche de alegria (11). Este é o caminho para a verdadeira felicidade; ter os pecados perdoados mediante a graça do Senhor Jesus.

II. A vida do cristão purificado da lepra - I Coríntios 10.31- 11.1
Uma vez que fomos perdoados e limpos da lepra espiritual, precisamos agora viver como pessoas renovadas. Paulo diz que aquele que foi limpo deve fazer tudo para a glória de Deus (31). Não podemos ser tropeço para os outros (32) Antes, devemos buscar o interesse dos outros para que sejam salvos (33). Para isso, é necessário imitar os servos de Deus que são verdadeiros imitadores de Cristo. (I Co 11.1).
Nossa vida precisa ser totalmente diferente. Cristãos que se comportam como os leprosos espirituais, nunca irão fazer diferença e ainda serão escândalos para a igreja de Cristo.

IV. Jesus é a Solução para o Leproso - Marcos 1.40-45
O Evangelho diz que um leproso aproximou-se de Jesus e pediu (40): “Se quiseres, podes purificar-me”.
Jesus com compaixão toca-lhe e diz: (41): “Quero, fica limpo!” O leproso no mesmo instante ficou limpo.
Jesus adverte para não dizer a ninguém, contudo ele desobedeceu e (45) “entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos”.
Jesus curou o que era impossível para os homens curar. Por isso não existe pecador que não possa ser alcançado pela graça de Deus. Todos podem ser salvos.
Contudo a nossa salvação precisa ser vivenciada na obediência. O leproso foi curado pelo Senhor, mas não obedeceu as suas palavras.
A salvação completa está em ser salvo e viver a salvação todos os dias através da obediência. Precisamos desenvolver a nossa salvação (Filipenses 2.12).

Conclusão:
O pecado é uma terrível lepra no espírito humano. Somente Jesus Cristo pode resolver este problema. Devemos levar o amor de Cristo e o Evangelho da Salvação a todas as pessoas. Nossa tarefa é ser imitadores de Cristo para que o mundo veja a nossa vida e creia no Jesus que nos transformou.


Oração
Liberta-nos, ó Deus, da escravidão de nossos pecados e concede-nos a liberdade daquela vida abundante que nos fizeste conhecer em teu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador, o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.







terça-feira, 19 de dezembro de 2017

5º Domingo Comum - Ano B

5º Domingo Comum
O Ministério da Cura
Marcos 1.29-39

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            A Palavra de Deus fala do sofrimento humano e da resposta divina. Com o pecado, o sofrimento alcançou a todos os homens. Cada pessoa sofre de uma forma diferente, na alma e no corpo. Por isso o Senhor Jesus veio como o salvador do mundo. Ele é aquele que cura as nossas dores e leva os nossos sofrimentos.

I. O Ministério de Cura - Mc 1.29-39
            Marcos relata a cura da sogra de Pedro da seguinte forma (30,31): “A sogra de Simão achava-se acamada, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela. Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los”.
            Jesus teve o ministério de cura mais tremendo da história do mundo. Nenhum profeta curou como Ele. Após a cura, a sogra de Pedro passa a servi-los. É uma lição espiritual: somos salvos e curados para servir.
            As pessoas passaram a procurar o Senhor pela cura e pela libertação. “E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades; também expeliu muitos demônios...”.
            Além do ministério público, o Senhor tinha momentos de solidão e oração. Ele levantava alta madrugada e ia para lugares desertos orar ao Pai.
            Jesus andava melhorando a vida das pessoas. Os sofrimentos eram estancados. As vidas eram libertas. Somente no encontro com Jesus as pessoas encontram a cura eterna.
           
II. O Sofrimento Humano - Jó 7.1-4, 6-7
            Jó tipifica o sofrimento humano causado por Satanás. Ele foi um homem bom e justo que sofreu terrivelmente os ataques do diabo. Perdeu sua família, seus bens e sua saúde.
            Jó 7.1-4, 6-7 fala da existência do ser humano dentro do mar do sofrimento. “Não é penosa a vida do homem sobre a terra? Não são os seus dias como os de um jornaleiro? Me deram por herança meses de desengano e noites de aflição me proporcionaram”.
            Fala do sofrimento noturno e da brevidade de vida sem esperança (4,6,7): “Lembra-te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem”.
            Quantas pessoas sofrem como Jó? Além do sofrimento físico, existe o sofrimento do espírito e da alma.
            Somente um encontro com Jesus proporciona a paz e a restauração, mesmo diante da morte. Quem encontra com Jesus tem sua esperança renovada e a sua fé é fortalecida.

III. A Restauração que vem de Deus - Sl 147.1-6
            O Salmista louva ao Senhor que (3) “sara os de coração quebrantado e lhes pensa as feridas”.
            Ele é o Deus que sabe das nossas dores, está ao nosso lado e tem propósitos para a nossa vida. Somos restaurados com a esperança da vida eterna e temos os milagres do Senhor em nosso cotidiano. Ele cura nossas enfermidades do corpo, da alma e do espírito.
            Deus sabe todas as coisas. Ele conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome (4).
            Ele é grande e “mui poderoso; o seu entendimento não se pode medir. O SENHOR ampara os humildes”.
            Nunca podemos limitar Deus com os nossos pensamentos negativos e pessimistas. Mesmo diante da maior dor e sofrimento devemos dizer: É só vitória porque Jesus está comigo! Não vou tirar minha vida!
            Diante da dor, louve ao Senhor que cura e que restaura, mesmo que esta cura não possa ser vista pelos seus olhos.
Receba o conforto de Deus e olhe para sempre. Ele tem um propósito para tudo e Nele somos mais que vencedores. Ele cura nossas feridas.
           
IV. A Compaixão - I Co 9.16-19,22,23
            O fundamental no ministério de Cura do Senhor Jesus foi sua compaixão. Paulo aprendeu com o Senhor e o imitou.
            Paulo tinha em seu coração a obrigação para pregar o Evangelho (16): “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho”!
            A compaixão de Paulo o fez ser servo de todos. Ele diz (19,22,23): “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele”.
            No Evangelho de Cristo, a compaixão está sempre presente. Assim como Paulo, somos cooperadores do Evangelho.
            Precisamos nos sentir enfermo com o enfermo para, com compaixão, sentir sua dor e ministrar a cura divina.

Conclusão:
            O Ministério de Cura é muito mais do que poder para curar enfermos. É antes a graça de sentir a dor do próximo, ter compaixão e ministrar Cristo como a cura da alma e do corpo.
Nossa vida precisa ser o alívio para quem sofre. Precisamos procurar as pessoas que mais sofrem nos hospitais, nas ruas e nas casas, ter compaixão e ministrar palavra de consolo. Encontraremos muitos “Jós” pelos caminhos da vida. Pessoas que estão sofrendo e nem sabem porque sofrem. Nossa tarefa não é dar respostas, mas ser a mão de Deus que cura e liberta o oprimido pelo diabo. Seja a mão de Deus para o mundo que sofre.

Oração
Onipotente e sempiterno Deus que governas todas as coisas no céu e na terra; ouve, misericordioso, as súplicas de teu povo, e concede-nos tua paz todos os dias de nossa vida; mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.





4º Domingo Comum - Ano B

4º Domingo Comum
O Ofício Profético do Senhor Jesus
Marcos 1.21-28

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                Jesus exerceu a missão de Rei, Profeta e Sacerdote. Hoje veremos o ofício profético do Senhor. Ele é Filho que fala da parte de Deus. É o profeta que Deus levantou para anunciar seu Evangelho. Hebreus 1.1 diz: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”.
           
I. O Ofício profético do Senhor Jesus - Mc 1.21-28
            Jesus, como Filho de Deus, exerceu sua missão profética com poder e graça. Ele começou seu ofício ensinando na Sinagoga de Cafarnaum (21). Todos ficavam maravilhados de sua doutrina, “porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (22).
            Os demônios reconheceram que este profeta era o Santo de Deus (23,24). Com autoridade o Senhor disse ao demônio que estava no corpo de um homem (25,26): “Cala-te e sai desse homem. O espírito imundo, agitando-o violentamente e bradando em alta voz, saiu dele”.
            Todos se admiravam do exercício profético do Senhor. As pessoas diziam (27): “Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem”!
            Jesus exerceu seu ministério em obediência total ao Pai. Precisamos da ação de Jesus em nossa vida para que sejamos pessoas melhores, curadas e possamos exercer nosso ministério com a autoridade do Senhor.

II. O Profeta Prometido - Dt 18.15-20
            Jesus é Rei, Profeta e Sacerdote. O povo de Israel esperava com ansiedade a vinda do messias. Uma das funções do Messias era ser o profeta prometido a Moisés.
            Moisés pregava dizendo (15): “O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás”.
            Ele havia recebido a Palavra de Deus que dizia: “Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas” (18,19).
            Este profeta é o Senhor Jesus. Ele é o verdadeiro profeta de Deus.
            Hebreus 1.3 diz: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder”.
            Em Jesus nós temos toda a Palavra de Deus. Além dele ser profeta, Ele é a própria profecia. Ele é o verbo de Deus que habitou entre nós (João 1.1-3).

III. Nossa atitude para com o profeta de Deus - Sl 95.1-2,6-9
            Quando conhecemos Jesus por experiência própria, entendemos que Ele é tudo para nós.
            Nossa atitude é de cantar, adorar e celebrar o Rochedo da nossa salvação (1). “Saiamos ao seu encontro, com ações de graças, vitoriemo-lo com salmos”.
            Reconhecemos que Ele nos criou, por isso o adoramos. Ele é o nosso Deus e nosso pastor (6,7): “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão”.
            Nossa atitude deve ser de adoração diária. Nunca deixe de celebrar as obras de Jesus em sua vida.

IV. Como servir ao Profeta de Deus - I Co 7.32-35
            Em I Co 7.32-35 Paulo fala dos solteiros e casados. Todos precisam servir ao Senhor, mas há diferença entre ambos.
            O solteiro tem mais liberdade para cuidar das coisas do Senhor e o casado tem o compromisso de cuidar das coisas da família. “Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa, e assim está dividido” (32-34a).
            Um homem casado tem que colocar Deus acima da família, mas nunca colocar a obra de Deus acima da família. Temos compromissos e horários para com a obra de Deus, mas não podemos negligenciar nossos compromissos de amor, tempo, finanças e dedicação a família.
Todos nós servimos ao Profeta de Deus: o Senhor Jesus. Por isso precisamos ter discernimento com relação ao namoro, noivado e casamento. Precisamos descobrir qual a vontade de Deus, e qual sua missão para nossa vida de casados e de solteiros.

Conclusão;
            Descobrimos que Jesus é o profeta prometido por Deus a Moisés. Ele é a voz de Deus e a própria profecia. Quando amamos e servimos ao Senhor Jesus, conseguimos discernir como adorá-lo e como viver a vida de tal forma que o agrade.


Oração
Concede-nos a graça, ó Senhor, para responder prontamente ao chamado de nosso Senhor Jesus Cristo e proclamar a todos os povos as Boas Novas da sua salvação, para que nós e o mundo todo contemplemos a glória das suas maravilhosas obras; o qual vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. 

3º Domingo Comum - Ano B

3º Domingo Comum
O Evangelho do Reino de Deus
Marcos 1.14-20

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            Deus chamou homens e mulheres a Missão de pregar o Evangelho. O verdadeiro Evangelho fala da brevidade do mundo, da volta do Senhor, convida ao arrependimento e a fé na pessoa de Jesus Cristo. O arrependimento gera perdão e deve ser um hábito do coração do discípulo. Devemos desenvolver um espírito arrependido e contrito. Voltar para Deus é o início da vitória eterna.

I. A Mensagem do Senhor Jesus - Mc 1.14-20
            Jesus iniciou seu ministério na Galiléia pregando o Evangelho de Deus (14). Precisamos descobrir o que significa realmente o Evangelho de Deus. Os pregadores pregam muitas mensagens; mas o que de fato é o Evangelho de Deus?
                Marcos diz que a pregação do Senhor consistia em quatro mensagens (15): 1 - O tempo está cumprido, 2 - o reino de Deus está próximo; 3 - arrependei-vos e 4 - crede no evangelho.
            Este é a verdadeira pregação do Evangelho de Deus. A pregação que leva o homem ao arrependimento de seus pecados e a fé na pessoa de Jesus, por saber que o tempo está cumprido e o reino está próximo.
            Para auxiliar nesta mensagem, o Senhor escolheu seus apóstolos, iniciando por Simão e André, e Tiago e João. Foram chamados para serem pescadores de homens (17).
            Quando pregamos o verdadeiro Evangelho de Deus e levamos vidas ao arrependimento, somos também conhecidos no céu como pescadores de homens. Nossa missão é chamar o mundo ao arrependimento.

II. O Arrependimento de Nínive - Jn 3.1-5,10
            Jonas não desejava ser um pregador do arrependimento em Nínive por causa de seus preconceitos nacionalistas. Achava que o gentio não merecia a salvação. Contudo, Deus enviou uma tempestade e Jonas foi lançado ao mar e engolido por um grande peixe. O peixe o levou até próximo ao local de sua missão.
            Veio a palavra do SENHOR, segunda vez, a Jonas, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo (1,2).
            Jonas percorre três dias a cidade e anuncia a destruição iminente. Ele dizia: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (4).
            Os ninivitas creram na pregação, proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco (5).
            A fé nas palavras de Jonas e o arrependimento trouxeram o favor de Deus (10): “Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez”.
            Qualquer pessoa pode ser levada ao arrependimento. Basta os discípulos cumprirem sua missão de anunciar o Evangelho de Deus.
  
 III. Diagnóstico para o Arrependimento - Sl 25.4-9
            A palavra arrependimento (metanóia no grego) significa conversão de direção. Mudança de rota. Ir por outro caminho. Arrependimento é atitude nova. Não significa o sentimento do remorso, mas a atitude de mudança de vida.
            Esta atitude gera perdão. Quem se arrepende é perdoado.
            O Salmista nos ensina a buscar o discernimento que vem de Deus. Muitas vezes achamos que estamos certos em nossos pontos de vistas e em nossas atitudes. Por isso precisamos da revelação de Deus sobre quem nós somos realmente (4,5).
            Deus é bom e reto e aponta, por isso, aponta o caminho aos pecadores (8), guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho (9).
            Esta é a função do Espírito Santo. Ajudar-nos a enxergar quem nós realmente somos. Um paciente não consegue levantar seu próprio diagnóstico. Assim também, um pecador não consegue diagnosticar seus pecados. Precisamos da ajuda de Deus.

IV. Viver o Espírito do Arrependimento diário - I Co 7.29-31
            Todos os dias precisamos amanhecer com um espírito arrependido. Não julgando ninguém e olhando para os nossos próprios pecados. Nossa oração pela manhã precisa ser: “Senhor, tende piedade de mim pecador. Desejo hoje viver o espírito do arrependimento. Desejo voltar toda a minha vida para o Senhor”. 
            Temos pouco tempo de vida e em breve Jesus voltará. Este mundo será completamente destruído. Tudo passará.
            Paulo pede a Igreja de Corinto um espírito de alerta e prontidão (29-30). Não podemos “descansar” em nossa vigilância. Diariamente precisamos levantar um clamor por arrependimento. Precisamos viver os frutos de uma nova vida. Paulo diz: “o tempo se abrevia”.
Não faça do casamento, da alegria, da tristeza e do mundo, uma idolatria. Esteja casado, alegre, triste, trabalhando no mundo, mas com os olhos voltados para o céu praticando um espírito de arrependimento diário.

Conclusão:
            Desejamos pregar e viver o Evangelho do Reino de Deus em todas as áreas de nossa vida. Para isso precisamos assumir o compromisso de conhecer o Evangelho. Leia a Bíblia diariamente: três capítulos por dia e cinco aos domingos. Em um ano leremos toda a Bíblia.
Quem deseja iniciar esta leitura diária? 


Oração
Deus Onipotente, cujo Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, é a luz do mundo; concede que o teu povo, iluminado e fortalecido pela tua Palavra e Sacramentos, brilhe com o resplendor da glória de Cristo, para que Ele seja conhecido, adorado e obedecido até os confins da terra; mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém. 

2º Domingo Comum - Ano B

2º Domingo Comum
O Chamado de Deus
João 1.35-42

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A vocação não é algo que o ser humano procura. É Deus quem vocaciona homens e mulheres para sua obra. Sempre será uma iniciativa de Deus que espera a resposta humana. Precisamos ouvir o chamado de Deus e atender. Para cada pessoa Ele tem um dom e um ministério. Precisamos exercer o ministério dentro da unção que ele nos capacitou. Deus continua necessitando de homens e mulheres para sua seara. Hoje a Palavra de Deus nos auxiliará a entender o chamado do Senhor para nossa vida. 

I. O chamado de André e de Pedro - Jo 1.35-42
André era discípulo de João. Quando escutou pela boca de João que Jesus era o Cordeiro de Deus, passou a segui-lo sem nenhuma dúvida: “E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi, onde assistes” (38)? Jesus responde: “Vinde e vede”. Eles foram e ficaram com Jesus naquele dia.
André seguiu Jesus e fez novos seguidores. Ele achou seu irmão Pedro e o levou a Jesus.
O chamado de Deus na vida de André era para que ele fosse discípulo e alcançasse outros discípulos. Assim como João testemunhou para André; Andre testemunhou para Pedro.
Esta é a dinâmica do discipulado. Se não fizermos discípulos não teremos a identidade de discípulo. O verdadeiro discípulo trabalha para fazer novos discípulos.
Precisamos nos esforçar para levar vida a Cristo. Devemos seguir o testemunho de André e fazer diferença na vida das pessoas.

II. O chamado de Samuel - I Sm 3.3-10,19
            Samuel morava no Templo, mas ainda não conhecia a voz do Senhor. Não conhecia também seu chamado ministerial.
            Deus o chama e Ele pensa ser a voz do sacerdote Eli. Quantas vezes, Deus está falando conosco e achamos que se trata apenas de uma pregação do pastor. Confundimos a voz de Deus com a voz do homem.
            A Bíblia diz que (7) “Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR”.
            Pela terceira vez Eli entende que era Deus e orienta Samuel a dizer: “Fala, porque o teu servo ouve”.
            Desta forma Deus revelou seu ministério profético. Ele foi um dos maiores profetas do Antigo Testamento. A Bíblia diz que (19): “Crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra”.
            Precisamos ouvir o chamado de Deus e dizer como Samuel: “Fala Senhor que teu servo ouve”!
            Deus tem uma missão para cada discípulo. Devemos ser disciplinados e buscar em Deus o chamado que Ele tem para a nossa vida.

III. Resposta ao chamado de Deus - Sl 40.1,2,4,7-10
O Salmo 40 fala do Messias prometido.
Toda a Palavra profética fala da vinda do Messias (7): “Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito”.
Jesus se agradou em fazer a vontade de Deus (8), proclamou as boas novas (9) e não desobedeceu ao seu chamado (10): “Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade”.
Ele é o nosso maior modelo. Devemos nos agradar em fazer a vontade de Deus, pregar a Palavra e ser fiel ao chamado.
Nossa fidelidade será o selo do nosso ministério como discípulos.

IV. O chamado a Santidade - I Co 6.13-15,17-20
            Todo discípulo que obedece ao chamado de Deus precisa vincular ao dom a santidade. O exercício dos dons sem a santidade gera um cristianismo doente e pecaminoso. Quantas pessoas tem dons, mas não tem caráter. O dom para nada serve se não for acompanhado pelo caráter.
            A santidade do corpo está amplamente relacionada a santidade do coração. Paulo diz que o nosso corpo não é para a impureza, mas para o Senhor (13).
            Paulo exorta (15,18-20): “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo”.
            Nosso chamado ministerial para pelo nosso comportamento e santidade. É incoerente serve a Deus com a boca e serve a carne com o corpo. Somos templos de Deus e o chamado do Senhor é para nossa vida integral.

Conclusão:
            Fomos chamados por Deus para uma grande obra. Deus nos separou para Ele e tem uma missão em nossa vida. Precisamos ministrar dentro da unção que Ele nos deu, sempre respaldado na santidade do nosso comportamento. Nosso chamado é integral e visa a glória de Deus.

Oração
Deus Onipotente, cujo Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, manifestou sua glória no primeiro milagre que realizou em Caná da Galileia transformando água em vinho, venha transformar nossa vida para que possamos ser obedientes a tua vontade e possamos manifestar a sua glória entre os homens. Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.